Planejamento de uma Pesquisa Quantitativa. Análise Exploratória de Dados. Inferência estatística e Amostragem. Conceito e classificação de modelos; Modelos de Regressão Simples. Análise de correlação linear de Pearson e não paramétrica de Spearman e de Kendall. Modelos de regressão linear múltipla. Uso da variável Dummy.
As transformações socioespaciais do espaço fluminense no decorrer dos séculos XIX e XX. A organização socioespacial das diferentes regiões fluminenses. O papel do Estado na reestruturação produtiva e territorial e os novos padrões de organização socioespacial da região Norte/Noroeste Fluminense. Riqueza e Exclusão: processos, dinâmicas e implicações sociais, ambientais e territoriais decorrentes da reestruturação produtiva e territorial na região Norte/Noroeste Fluminense.
O objetivo do curso é apresentar uma abordagem introdutória sobre as principais “interpretações do Brasil” que compõem o Pensamento Social Brasileiro. Procurar-se-á discutir estas “interpretações” articulando os seguintes eixos: i) Estado-Nação, Região e Fronteiras, serão debatidos os elementos constituintes do Estado Nacional, a invenção das regionalidades brasileiras e as noções de sertão e fronteira; ii) modernização e as relações público-privado entendidas como ordens sociais e princípios distintos que marcam a cultura política brasileira. Procurar-se-á estabelecer uma crítica às relações entre tradição e modernidade e mudança social presente e os problemas decorrentes do pensamento conservador; iii) movimentos sociais, cidadania e democracia – pretende trazer para o debate as reinterpretações sobre o papel dos movimentos sociais e as diferentes visões sobre cidadania e democracia.
Conceitos de desenvolvimento: desenvolvimento como liberdade, IDH e Agnus Madison. Desenvolvimento na visão dos neoclássicos, da CEPAL e desenvolvimento com desequilíbrio, na visão Hirschmann/Schumpeter. Modelos de desenvolvimento de Rostow-Lewis e Domar. Debate-se a concepção cepalina de desenvolvimento; a escola da dependência; o neoestruturalismo; o modelo latino-americano e o modelo asiático de desenvolvimento; a globalização econômica e seus efeitos sobre o desenvolvimento; debate atual.
Apresentação pelo corpo docente ou por professores convidados de temas não contemplados pelas disciplinas da grade curricular, mas de interesse para a área de concentração.
Apresentação pelo corpo docente ou por professores convidados de temas não contemplados pelas disciplinas da grade curricular, mas de interesse para a área de concentração.
Apresentar o debate sobre a relação entre informalidade (economia, o trabalho ou setor e informal), ilegalidade e ordem social no Brasil urbano. O problema formulado inicialmente a partir da crítica ao dualismo econômico deu lugar a um amplo campo de pesquisa – econômico, sociológico e geográfico – que permitiu a compreensão mais aprofundada das causas da desigualdade no Brasil e na America Latina. Esse debate tornou-se mais complexo: incorporou a questão da regulação, os ilegalismos e a relação desses processos com a pobreza, o crime e criminalização. O curso busca atualizar o debate visando explorar a pluralidade de práticas, de conflitos sociais, de modalidades de tomadas de voz e de formação de arenas públicas em torno da “informalidade”, tomando como referência pesquisas empíricas e etnografias sobre o tema.
Estado e Sociedade Civil;Sociedade Civil, Sociedade Política e Mercado. A redescoberta da Sociedade civil nos anos 70. A sociedade civil no pensamento gramsciano como “aparelho privado de hegemonia” e na perspectiva habermasiana (esfera pública e mundo da vida) Sociedade civil, terceiro setor e associativismo. Os movimentos sociais e o processo de democratização. Os desafios à democratização da Esfera Pública, Democracia Representativa e Participativa, a experiência dos Conselhos de Políticas Públicas.
Desenvolvimento capitalista da agricultura no campo brasileiro: situação e perspectivas. Estrutura agrária, relações de trabalho e as particularidades do progresso técnico. O processo de constituição dos complexos agroindustriais brasileiros. Financiamento e comercialização. Políticas públicas e agricultura. As transformações no emprego e no espaço rural, as atividades rurais não-agrícolas. Agricultura e meio ambiente: as experiências alternativas de agricultura familiar. A inserção da agricultura brasileira no comércio internacional: os cenários das desregulamentações e reestruturação do sistema agroalimentar. O debate sobre soberania alimentar e transgênicos.
O processo de urbanização e a relação cidade-campo. Campo e cidade no contexto da modernização e da industrialização. As cidades no contexto das economias regionais (agricultura familiar, assentamentos rurais e agronegócio). As dinâmicas regionais e os processos de urbanização e periurbanização. Políticas públicas de desenvolvimento regional (urbano e rural) e os modelos de cidades sustentáveis. Os circuitos espaciais de produção e as dinâmicas regionais e globais. Os movimentos sociais da cidade e do campo.
A dimensão ontológica do trabalho e a polêmica em torno da crise da sociedade do trabalho. Trabalho e moralidade e a função das Poors- Laws na formação da moral do trabalho. Trabalho e alienação no capitalismo. A construção das classes e dos projetos sociopolíticos no século XIX. A sociedade salarial, o fordismo e o Welfare-State. As transformações macrossocietárias no capitalismo contemporâneo: a mundialização do capital, a reestruturação produtiva e a financeirização da economia, suas implicações no mundo do trabalho e na organização política das classes trabalhadoras em geral e do proletariado em particular. As particularidades dos países de capitalismo periférico e a nova divisão internacional do trabalho. Desemprego e precarização do trabalho. A hegemonia do Neoliberalismo e das políticas de ajuste fiscal e a reconfiguração das políticas sociais. As interfaces entre trabalho e gênero e trabalho e geração (trabalho infanto-juvenil e do idoso) no Brasil. A Assistência Social como Política de inclusão produtiva e de geração de trabalho e renda dos pobres. Empreendedorismo e Individualização da Pobreza.
A importância da circulação e da mobilidade para o exercício da territorialidade nas escalas regional e urbana. As redes técnicas de comunicação e transporte e seu papel na regulação e organização do território. O papel da circulação na integração produtiva dos territórios regionais. O planejamento eficiente dos sistemas de transporte urbano como mecanismo de ordenação da distribuição espacial do uso e ocupação do solo urbano. A mobilidade urbana: conceitos básicos. O cerceamento da mobilidade como mecanismo de controle social. A promoção da mobilidade urbana como instrumento de cidadania. Políticas públicas de mobilidade urbana.
Movimentos sociais, conflitos,cultura e política. A questão ambiental na nova agenda dos movimentos sociais e o ambientalismo. Os conflitos ambientais e as estratégias de luta pela (re)apropriação social da natureza. Racismo ambiental. Ecofeminismo. O socioambientalismo brasileiro: do desenvolvimento sustentável às sociedades sustentáveis. As militâncias por Justiça ambiental no Brasil. Os mapeamentos de conflitos ambientais e as cartografias sociais.
Observação: O mestrado é diurno e as disciplinas são oferecidas às terças-feiras, quintas-feiras e sextas-feiras.

